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Lembre-se: na vida,
há sempre muitas placas de sinalização. É
fundamental estar atentos a essas placas, pois
elas orientam nossa caminhada. Não adianta
tentar destruí-las, trocá-las de lugar nem
fingir que não as vemos.
A vida sempre nos
avisa quando estamos no caminho errado. Às
vezes, no entanto, nossa inconsciência nos
impede de perceber o que estamos fazendo
connosco mesmos.
Adianta insistir em ir de São Paulo ao Rio de
Janeiro pela rodovia Fernão Dias, que leva a
Minas Gerais? É claro que não! Mas quantas vezes
vemos isso acontecer com um motorista?
Ele está lá, concentrado no volante, e as
placas, durante o tempo todo, apontam a
distância que falta para chegar a Belo
Horizonte. Nem uma só vez aparece a distância
que falta para chegar ao Rio de Janeiro. Mas ele
segue em frente até que, de repente, a ficha
cai:
- Puxa! Peguei a estrada errada!
Quantas vezes você fez algo parecido com sua
vida?
Você afundou o pé no acelerador e foi em frente.
As placas de sinalização mostravam que estava na
direcção errada, mas você nem percebeu os
sinais. Insistiu naquela estrada sem se dar
conta de que estava entrando numa fria. Quando,
enfim, percebeu que havia tomado o rumo errado,
você ficou extremamente irritado e precisou
pegar o primeiro retorno que encontrou.
É sem dúvida raro o fato de que alguém permaneça
dirigindo em uma estrada de rodagem errada por
muito tempo, mas há quem fique eternamente em um
caminho de vida que não lhe traz felicidade.
Muitas placas mostram o caminho errado, mas a
pessoa continua insistindo. Os filhos avisam, a
insónia avisa, a vontade de beber, que cresce
dia após dia, avisa... Mas ela permanece naquele
caminho como um robô teleguiado. Ignora os
sinais da vida e procura justificar seu
comportamento.
Existe um comportamento ainda pior: a
destruição das placas de sinalização. É como se
o viajante destruísse todas as placas que
indicam que está a caminho de Belo Horizonte.
Prefere destruí-las a parar e perguntar.
Afasta-se dos verdadeiros amigos, que o avisam
sobre o caminho errado, afasta-se do filho, que
insiste em lhe mostrar que não está bem,
isola-se do mundo, abandona a terapia.
Lembre-se: a destruição das placas não elimina a
dificuldade de criar felicidade em sua vida!
Certa vez, um amigo meu se apaixonou por uma
mulher totalmente destrutiva cujo único
interesse era apropriar-se do dinheiro dele. A
família e os amigos, eu inclusive, tentaram
alertá-lo sobre o carácter da moça. Ele se
distanciou de todos.
Depois de algum tempo, já um pouco desconfiado
de que havia algo errado, contratou um detective
que grampeou o telefone da moça e gravou suas
conversas. Em uma delas, falando com uma amiga,
a namorada revelou que não o amava e que, depois
de pegar todo o dinheiro dele, passaria a viver
com outro. Quando meu amigo me mostrou essa
fita, pensei que deixaria a moça. Mas minhas
esperanças foram vãs. Depois de alguns dias, ele
começou a dar justificativas para a conversa da
namorada. Teve muitas dores de cabeça até
conseguir separar-se dela.
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Esse é o caso típico de alguém
que está no caminho errado, quebra as
placas e passa a justificar sua
infelicidade. Cuidado!
É claro que, quando você decide
trilhar um caminho, é importante
escolhê-lo bem e manter-se nele com
persistência. Se você, porém, perceber
que está no caminho errado, será melhor
mudar de rota. Faça o retorno mais
próximo e comece tudo de novo! É muito
mais proveitoso fazer isso do que seguir
sofrendo eternamente.
Lembre-se: na vida, há sempre
muitas placas de sinalização. São
enxaquecas ou insónias frequentes,
distúrbios alimentares, dificuldades
sexuais, pessoas que se aproximam ou se
afastam, brigas eternas no casamento, um
filho que apresenta problemas de
desenvolvimento emocional, enfim, uma
infinidade de ocorrências - algumas
aparentemente banais, outras
avassaladoras - que nos oferecem
indícios do caminho que estamos
trilhando.
É fundamental estar atentos a essas
placas, pois elas orientam nossa
caminhada. Não adianta tentar
destruí-las, trocá-las de lugar nem
fingir que não as vemos. Todas essas são
tentativas infantis de nos iludir, pois,
se estivermos seguindo um caminho que
não leva à plenitude, os avisos se
tornarão cada vez mais frequentes e
intensos. No começo, sentimos uma
angústia que se transforma em insónia e,
de repente, torna-se depressão. E não
adianta adiar o momento de mudar de
estrada. Por mais que tentemos destruir
os sinais, eles continuarão a aparecer à
frente até tomarmos uma decisão e
escolhermos outro rumo.
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